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Experiência Exitosa - IBAMA

por David Teles Ferreira publicado 28/08/2018 17h53, última modificação 28/08/2018 17h53

É com grande satisfação que o Serviço de Atenção e Promoção à Saúde (Seaps) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atende ao chamado do Departamento de Remuneração e Benefícios da Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão para fazer parte do espaço "Viver Bem" do Portal do Servidor.

Este espaço virtual de compartilhamento de experiências e boas práticas de atenção à saúde, à segurança no trabalho e à qualidade de vida voltadas aos servidores públicos da administração federal, sem dúvida, estimula o conhecimento que transforma os orgãos e entidades.

A experiências do Ibama na área da Educação e Prevenção em Saúde Bucal, enquanto autarquia que compõe o Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal (SIPEC), pode ser perfeitamente aplicada em outros órgãos e entidades que compõem a Rede Siass e serve como indutor de melhoria da qualidade de vida dos servidores, com reflexos positivos nos serviços prestados à sociedade.

Considerando que a proposta do espaço "Viver Bem" do Portal do Servidor é estimular a disseminação de experiências no campo da saúde e da segurança no trabalho e no âmbito da administração pública federal, participaremos deste espaço, trazendo uma ação de saúde desenvolvida pela Unidade de Odontologia do Seaps, na sede do Ibama em Brasília, no último mês de maio.

É com este intento que relatamos a ação:

Maio Vermelho – Mês de Prevenção do Câncer de Boca na Sede do IBAMA - Brasília

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio da área de Gestão de Pessoas e com o apoio do Serviço de Atenção e Promoção à Saúde/SEAPS IBAMA, convocou seus servidores a participarem da ação Maio Vermelho – Mês de Prevenção do Câncer de Boca.

A ação, cujo slogan foi "Maio Vermelho: câncer de boca é preciso falar disso", aconteceu na sede do Instituto, em Brasília, e foi uma iniciativa que teve o objetivo de disponibilizar aos servidores e trabalhadores terceirizados da autarquia um conjunto de estratégias direcionadas à prevenção do câncer de boca.

O câncer de boca é uma lesão maligna (neoplasia) que afeta lábios e a parte interior da cavidade oral. O exame periódico realizado por profissionais especializados (cirurgiões-dentistas e médicos) para observar áreas da face - pescoço; lábios; gengivas; bochechas (mucosa jugal); língua (principalmente as bordas); assoalho da boca (região embaixo da língua); palato duro (céu da boca) e palato mole - é fundamental para a prevenção, diagnóstico e tratamento desse tipo de lesão.

Apesar do câncer de boca estar entre os dez cânceres mais comuns do Brasil, a população ainda desconhece essa lesão, seus sinais, sintomas, causas, assim como o seu tratamento. A prova desta constatação é o número expressivo de diagnósticos realizados tardiamente, contribuindo para a redução significativa das chances de cura, da expectativa e da qualidade de vida das pessoas que são acometidas pela neoplasia.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, para o biênio 2018/2019, estima-se que cerca de 14.700 novos casos ocorrerão por ano, sendo que, deste total, 11.200 novos casos de câncer da cavidade oral serão nos homens e 3.500 nas mulheres.

Em 2013, o câncer da cavidade bucal, no Brasil, foi responsável por 5.401 mortes, levando a óbito 4.223 homens e 1.178 mulheres. Atualmente o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de incidência de câncer bucal.
Todavia, ressalta-se que o câncer de boca tem cura em 100% dos casos, desde que diagnosticado em suas fases iniciais. De forma semelhante ao câncer de mama, o câncer de boca pode ser identificado por meio do autoexame, realizado com a ajuda de um espelho.

Portanto, observar periodicamente a boca, o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar um hábito.

O surgimento de feridas e lesões que demoram mais de duas semanas (15 dias) para sumirem ou ci-catrizarem são sinais de alerta e devem ser examinados pelo profissional especialista.

Importante esclarecer que o autoexame não substitui as visitas regulares aos dentistas. A avaliação profissional é fundamental para o diagnóstico precoce. Ao menor sinal de alteração detectado no auto-exame, a pessoa deve procurar um dentista ou médico para fazer uma avaliação.

Em razão desse cenário e da natureza de algumas atividades-fins da autarquia, e considerando que existem estratégias para a detecção precoce do câncer de boca e sua prevenção, a Unidade de Odontologia do SEAPS IBAMA disponibilizou, durante todo o mês de maio/2018, horários para que os servidores agendassem exames bucais preventivos.

O objetivo da ação foi esclarecer e orientar os meios de prevenção dessa doença, incluindo a realização de exames clínicos extra e intra bucais. Quando necessário, também foram realizados encaminhamentos para atendimentos especializados, de forma complementar.

O público alcançado pela ação estava formado por servidores e trabalhadores terceirizados do instituto, independente de idade ou sexo, desde que estivessem em Brasília/DF.

Para participar, foi disponibilizado aos interessados palestra sobre o tema "Laserterapia, Terapia Fotodinâmica e a Luz na Evidenciação do Câncer Oral", ministrada pelo Dr. Ismael Lucas Pinto, cirurgião-dentista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e, nos dias 29 e 30, quando a ação alcançou o seu momento máximo, foram disponibilizadas avaliações clínicas na unidade de odontologia do Seaps Ibama.

Para a consecução da ação, foram elaborados vários materiais, como: cartazes para uso interno; folder orientador; tags para impressão; faixas para uso externo; camisetas; e, vídeo para a recepção: Campanha Nacional do Autoexame Contra o Câncer de Boca (https://www.youtube.com/watch?v=pL_htrz-zRI).

Coordenada pela área de Gestão de Pessoas do Ibama, a ação teve apoio das diretorias, presidência, procuradoria e assessoria de comunicação, além de parceiros como a Associação dos Servidores (Asibama) e o CNPq que compõe com a autarquia o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor - Unidade SIASS da UnB. Importante ressaltar que houve considerável adesão dos servidores.

Ainda na oportunidade, foram disponibilizados agendamentos, na unidade de odontologia do Ibama, para realização de exames extra e intra bucais preventivos, incluindo orientações quanto à necessidade do autoexame de boca e distribuição de folders orientativos. No transcorrer desta ação ficou evidenciado considerado número de lesões actínicas, ainda em fase inicial (lesões provocadas pelo sol), presentes, principalmente, em lábios inferiores daqueles que foram examinados.

Esse achado instou a equipe de saúde bucal a reforçar quanto à necessidade de proteção solar, não só para a pele do rosto e do corpo, mas, principalmente, para os lábios, que muitas vezes não são devidamente protegidos e igualmente estão sujeitos aos efeitos carcinogênicos dos raios ultravioleta.

Outros fatores carcinogênicos importantes, como alguns hábitos da vida moderna, como a ingestão de álcool e o tabagismo também foram riscos evitáveis, reforçados pela equipe. Em todos os casos houve orientações quanto ao necessário uso de barreiras protetivas contra raios ultravioleta (chapéu/boné, roupas apropriadas), bem como de protetores solares para a pele do corpo, do rosto e para os lábios, com fator de proteção solar (FPS) adequado a cada caso.

As cirurgiãs-dentistas responsáveis pela ação Maio Vermelho, no Ibama, explicaram que a ideia é abrir uma pauta de ações preventivas e de promoção à saúde bucal no Instituto, por meio da educação em saúde, e optaram por iniciar com a prevenção do câncer de boca que também foi realizada nas dependências do CNPq.

“Trata-se de uma abordagem ainda cercada de estigmas e, por essa razão é pouco difundida. A desinformação acaba por corroborar com a prevalência deste tipo de câncer em nosso país, portanto, a informação ainda é a melhor estratégia para prevenção.” Afirmaram as Dras. Ana Luiza e Samara Douets da Unidade de Odontologia da sede do Ibama, em Brasília.