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Secretário brasileiro integra painel da ONU

por publicado: 09/10/2013 21h00 última modificação: 24/07/2015 16h10

Pesquisa da ONU quer saber a opinião dos cidadãos sobre um futuro melhor

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, é o primeiro brasileiro a integrar o painel, que é composto por 26 cientistas de alto nível encarregados de assessorar o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e outros dirigentes de agências, fundos e programas do organismo internacional no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável.

Nobre recebeu o convite em 25 de setembro, data da sessão inaugural do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em meio à 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas.


Foto: Giba/MCTI

Na ocasião, Ban deu origem ao Conselho Consultivo Científico, segunda rodada do painel responsável por elaborar o documento Povos Resilientes, Planeta Resiliente: Um Futuro Digno de Escolha, que embasou a posição da ONU para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“Esse painel tem a missão filtrar conhecimento científico e produzir documentos e reflexões na interface entre ciência e políticas públicas globais de sustentabilidade”, explica o secretário. “Mas ainda tem um enorme desafio, que é conseguir mais visibilidade mundial para essa agenda”.

Alto nível

Estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o conselho inclui pesquisadores de diversas disciplinas naturais, sociais e humanas. “Apesar de o nome ser Scientific Advisory Board, não se trata apenas de um grupo de cientistas que conhecem muito de um determinado assunto, mas um painel com especialistas em ética, economistas, sociólogos e outros profissionais que trabalham na fronteira da interação entre sociedade, ciência e política pública de sustentabilidade, seja em mudanças climáticas, seja em oceanos, seja em biodiversidade”, diz.

A lista inclui 26 pesquisadores de 25 países de todos os continentes. “São pessoas influentes no meio científico, com muito conhecimento, que, portanto, ao aconselhar o secretário-geral e o sistema ONU, podem realmente fazer diferença, principalmente elaborando documentos reflexivos”, destaca Nobre, que tem como colegas dois prêmios Nobel de Química, a israelense Ada Yonath e o egípcio Ahmed Zewail, e um da Paz, o indiano Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Membro do IPCC e presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, o secretário do MCTI ressalta o caráter independente do conselho: “É um painel que tem total liberdade, tanto que os termos de referência deixam explícito que nenhum dos cientistas tem vínculo com sua instituição ou seu país de origem. O pesquisador pode aconselhar o sistema ONU no que julgar ser o melhor caminho para a sustentabilidade, embasado na melhor ciência”, explica.

Prestígio

Na opinião dele, a presença brasileira no conselho da ONU expressa o protagonismo com a realização da conferência Rio+20, em junho de 2012, e a queda nas emissões de gases de efeito estufa. “É um reconhecimento de que o Brasil tem uma pauta, como país, na direção do desenvolvimento sustentável, e de que a ciência brasileira busca soluções, conhecimento para nos colocar numa trajetória de sustentabilidade”.

O Conselho Consultivo Científico do secretário-geral da ONU deve se reunir duas vezes por ano, com o próximo encontro marcado para dezembro, em Nova York.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação