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Inclusão é motivo de orgulho para servidoras do Desenvolvimento Social

por publicado: 26/09/2013 21h00 última modificação: 24/07/2015 15h49

Por trás do êxito conquistado pelas políticas públicas do governo federal, muito trabalho, dedicação e compromisso daqueles que as constroem

Brasília, 27/9/2013 – O governo federal tirou 22 milhões de pessoas da extrema pobreza nestes últimos dois anos. Este é um dos maiores resultados do Brasil Sem Miséria. Ele é responsável pela maior inclusão social e redução das desigualdades que o Brasil experimentou desde a redemocratização.

A garantia de renda é realizada pelo Programa Bolsa Família, que completa 10 anos em 2013. Com mais de 13,8 milhões de famílias sendo beneficiadas atualmente, ele é considerado o maior programa de transferência de renda do mundo.

O Bolsa Família é gerido por uma moderna tecnologia social estruturada por meio do Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal. A ferramenta agrega dados pessoais, sociais e econômicos de todas as famílias de baixa renda e serve de base para outros 18 programas federais, que utilizam os dados do cadastro para oferecer serviços públicos focalizados em quem mais precisa.

NO CADASTRO NINGUÉM FICA SEM RESPOSTA

A cada dois anos, as famílias do Bolsa Família precisam revisar seus dados junto às prefeituras, para manter o benefício ativo.

A servidora Ângela Gonsioroski trabalha na Secretaria Nacional de Renda da Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Senarc/MDS) desde o início do programa de transferência de renda. Ângela é a atual coordenadora de Documentação e Apoio Administrativo e se empenha, todos os dias, para que a transferência de renda assegurada às famílias beneficiárias chegue a quem precisa. “Temos o desafio de descobrir pessoas em lugares distantes, em endereços no interior.”


Foto: Ilkens Souza 

Todos os documentos enviados pelas prefeituras, após o cadastramento das famílias, passam pela equipe coordenada pela servidora, com rigor e dedicação. “Gosto de receber os documentos dos municípios e perceber a necessidade deles. A gente corre atrás para mandar para a pessoa certa, para o departamento certo, para que eles sejam atendidos de imediato. Ninguém fica sem resposta, mesmo que a resposta não seja aquela que eles querem ouvir.”

Ficar até mais tarde no trabalho, usar o telefone, o fax, mandar recado por meio de outras pessoas, até conseguir o objetivo, faz parte da rotina da coordenadora, consciente de que a integridade dos dados das milhões de famílias de baixa renda que estão cadastradas é o que assegura o êxito dos diversos programas sociais. “O servidor primeiro precisa saber o que ele está fazendo, tem que aprender mesmo, tem que dominar o trabalho dele, com responsabilidade e dedicação. Não adianta dizer que tem um concurso e recebe um salário pensando em outro concurso”, afirmou.

O compromisso com a preparação dos técnicos e gestores de políticas públicas governamentais é uma exigência de Gonsioroski. “Tem que ter o compromisso, isso ajuda muito, muito mesmo. Acho que as capacitações e treinamentos deveriam ser uma obrigatoriedade. O servidor tem de gostar da ideia e colocar em prática o que aprende. A gente não está aqui só para receber salário”, sentenciou.

Ângela participou de treinamentos sempre que lhe foram oferecidos. “Nunca abri mão de nada. Participei de encontros, palestras”. Ela acredita que isso a tornou mais preparada para atuar na Administração Pública: “Fiquei mais atenta, mais dinâmica.”

Ao falar sobre seu papel e atuação na Administração Pública Federal, a servidora não deixa dúvida sobre sua realização e gratificação profissional e pessoal. “Eu amo meu trabalho. Eu gosto de ajudar, gosto do que eu faço”, conclui.

PRONATEC: VAMOS ULTRAPASSAR A META

Outra estratégia decisiva para promover oportunidades para a parcela mais pobre da população brasileira é sua capacitação. Para isso, o Plano Brasil sem Miséria atua, em uma parceria do MDS com o Ministério da Educação, no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O Pronatec oferece vagas para oito milhões de pessoas, das quais um milhão são para o público do Cadastro Único. Atualmente, mais de 700 mil pessoas de baixa renda já fizeram matrícula nos cursos de qualificação profissional do programa. Destas, 66% são mulheres. Várias adequações foram feitas no Pronatec para atender a essa parcela da população, como material didático específico, grade curricular e oferta de cursos noturnos. Os alunos também recebem auxílio estudantil para custear o lanche e transporte, de forma a viabilizar a participação no curso.

Margarida Munguba Cardoso, assistente social, é diretora adjunta de Inclusão Produtiva do MDS e uma das responsáveis por esses resultados. Ela diz que a meta para 2014 é preencher um milhão de vagas. “Vamos atingir e ultrapassar a meta”, afirma com orgulho.


Crédito: Francisca Maranhão

Ela reconhece que esse é um trabalho coletivo que envolve uma rede de pessoas. “É uma experiência gratificante. Não é uma ação que eu enquanto servidora fiz, mas uma política pública, que com vários atores e vários parceiros, transforma a vida das pessoas, é muito forte.”

Serviço

Revisão Cadastral

A revisão cadastral é um processo constante. As famílias que recebem o Bolsa Família precisam atualizar seus dados junto ao setor responsável no município a cada dois anos. E, sempre que houver qualquer alteração nos dados informados anteriormente, deve-se procurar a gestão municipal e realizar a atualização do cadastro.

Os cadastros desatualizados há mais de dois anos terão o benefício bloqueado, caso não seja feita a atualização.

Documentos necessários

Para realizar a atualização cadastral é necessário levar os documentos de comprovação de renda, de residência, escolaridade e documentos pessoais de toda a família (qualquer documento de identificação, como a carteira de identidade, CPF, título de eleitor, certidão de casamento ou nascimento, carteira de trabalho).

Requisitos para entrar no PRONATEC/BSM:
•    Ter idade mínima de 16 anos e;
•    Estar cadastrado ou em processo de cadastramento no CADÚNICO. O candidato não precisa ser beneficiário do Programa Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
•    Adolescentes de 16 e 17 anos de idade não poderão se matricular em cursos de qualificação relacionados a atividades econômicas vedadas a menores de 18 anos, de acordo com o Decreto 6.481/2008, de 12 de junho de 2008.
•    É importante lembrar que o PRONATEC não oferece benefício financeiro aos participantes.
•    O beneficiário poderá obter informações nos CRAS, CREAS e na Secretaria Municipal de Assistência Social.
•    Para mais informações, acesse: http://www.brasilsemmiseria.gov.br/inclusao-produtiva/pronatec