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Ministério propõe criação de rede de distribuição de conteúdo

por publicado: 16/06/2014 21h00 última modificação: 30/07/2015 17h52

Sistema trará vantagens em relação à distribuição tradicional de conteúdo, como segurança do tráfego de dados e informações

O Ministério das Comunicações promoveu a apresentação de um protótipo de CDN brasileira, ferramenta que tem o propósito de estimular a distribuição de conteúdo informativo pela internet.

CDN é a sigla em inglês para as expressões content delivery network ou content distribution network. Pode ser definida como uma rede de distribuição de conteúdo (RDC), constituída por múltiplos servidores que atuam de maneira colaborativa na internet, possui capacidade para replicar conteúdo com o objetivo de transferi-los de forma mais rápida a um grande número de usuários.

Na distribuição de conteúdo por meio de CDN, as limitações de processamento e acesso que ocorrem na distribuição tradicional são mitigadas ? assim como a vulnerabilidade a ataques.

"O projeto de uma CDN brasileira surgiu em 2012, muito antes da denúncia de espionagem executada pelo do governo americano. Atualmente, esse projeto encontraria um ambiente mais favorável e seria então muito mais oportuno para o Brasil", afirma o secretário-executivo substituto do ministério, James Görgen.

Vantagens

Maior número de usuários simultâneos, redução global de tráfego de dados, entrega mais rápida de conteúdos e redução de custo de infraestrutura estão entre as outras vantagens de uma CDN brasileira. Haverá também aumento na qualidade, em especial no download ou visualização de vídeos, que é a grande demanda na internet.

De acordo com James Görgen, trata-se de um mercado com grande potencial diante do crescimento de tráfego de dados. Em 2012, 34% desse tráfego foi entregue por CDNs e há previsão de que, em 2017, esse volume suba para 51%.

Inicialmente, a RDC atuaria somente no âmbito do governo federal, com possibilidade de se expandir como um serviço comercial, que teria como parceiros, além da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), a Empresa Brasil de Comunicações (EBC), o Ministério da Cultura e a DataPrev.

Fonte: Ministério das Comunicações