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Desemprego cai a 5,2% em outubro e atinge melhor taxa do ano

por publicado: 20/11/2013 21h00 última modificação: 30/07/2015 17h51

Taxa divulgada pelo IBGE também representa menor patamar para o mês de outubro desde que início da série histórica, em 2002

Brasília, 21/11/2013 - A taxa do desemprego brasileiro caiu de 5,4% em setembro para 5,2% em outubro, alcançando assim o melhor resultado do ano, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa desde dezembro de 2012, que foi de 4,6%.

O desemprego divulgado nesta quinta-feira também representa o menor patamar para o mês de outubro desde que o início da série histórica, em 2002. A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A publicação completa pode ser acessada na página do IBGE


População desocupada diminui

Segundo o IBGE, a população desocupada baixou a 1,270 milhão de pessoas, queda de 4,4% ante setembro, e recuo de 3,3% sobre um ano antes. Os desocupados incluem empregados temporários dispensados e desempregados em busca de vaga no mercado de trabalho.

Simultaneamente, a população ocupada cresceu 0,4% em outubro na comparação com setembro e recuou 0,4% ante igual período do ano anterior, totalizando 23,279 milhões de pessoas.

Já o rendimento da população ficou praticamente estável no mês, na comparação com setembro. Segundo o IBGE, o rendimento médio da população ocupada caiu 0,1% em outubro ante o mês anterior, atingindo R$ 1.917,30, interrompendo dois meses seguidos de alta. Na comparação com o mesmo mês de 2012, o rendimento subiu 1,8%.

Emprego com carteira assinada

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,9 milhões) ficou estável em relação a setembro, mas cresceu 3,6% na comparação com outubro do ano passado.

Na comparação anual, o maior aumento se deu entre os empregados sem carteira no setor privado (6,1%) e o menor, entre os militares e funcionários públicos (1,7%).

Na comparação com outubro de 2012, foi verificado avanço na oferta de postos de trabalho em todas as categorias profissionais, com exceção apenas dos serviços domésticos, que teve queda de 8,6% ou 127 mil vagas.

Rendimento dos Serviços Domésticos subiu 8,1% em relação a outubro de 2012

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, regionalmente, em relação a setembro último, subiu nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (1,9%) e São Paulo (1,1%). Apresentou retração em Salvador (-4,0%), Belo Horizonte (-1,3%), Rio de Janeiro (-1,2%) e Recife (-1,0%). Frente a outubro de 2012, houve alta em Porto Alegre (5,6%), Rio de Janeiro (4,6%) e em São Paulo (1,5%). Ocorreu estabilidade em Belo Horizonte e, queda em Salvador (-5,5%) e Recife (-2,5%).

Quanto ao rendimento por grupamentos de atividade, a maior alta na comparação mensal foi na Construção(4,7%) e a maior queda, em Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-2,3%). Na comparação anual, Serviços domésticos teve a maior alta (8,1%) e o maior recuo ocorreu em serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-2,5%).

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, em relação ao mês anterior o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido foi entre os trabalhadores por conta própria (2,1%) e a maior queda, entre os sem carteira assinada (-2,5%). Na comparação anual, o maior aumento se deu entre os empregados sem carteira no setor privado (6,1%) e o menor, entre os militares e funcionários públicos (1,7%).

Na tabela abaixo, as variações do rendimento domiciliar per capita nas seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE:

Fonte: IBGE