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BERNARDO DIZ QUE AMPLIAÇÃO DOS LIMITES DE GASTOS ESTÁ DENTRO DO PREVISTO

 

Brasília, 21/11/2007 - O ministro Paulo Bernardo afirmou hoje que a ampliação em R$ 5 bilhões dos limites de empenho e movimentação financeira do Orçamento 2007, está dentro do previsto. Segundo ele, os gastos do governo estão controlados e a ampliação se deve ao aumento da arrecadação, mesmo sem ter havido qualquer aumento de impostos.

E houve aumento de arrecadação, segundo Bernardo, porque a economia está crescendo, há mais pessoas empregadas e os salários estão melhores. “O comércio vai crescer mais de 10%”, disse ele. “As empresas estão bamburrando (termo regional empregado por garimpeiros, quando acham uma pepita grande) de ganhar dinheiro”, completou o ministro, ao abrir o V Encontro do SIPEC, que está sendo realizado de hoje até sexta-feira, pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, no Hotel Nacional.

Bernardo lembrou que a situação de hoje é bem diferente da de alguns anos atrás, quando os grandes lucros eram obtidos aplicando dinheiro no sistema financeiro e não na produção e comercialização de bens. “Hoje o sistema financeiro está ganhando, e as empresas do setor não-financeiro estão ganhando muito”, disse Bernardo. “Os próprios empresários admitem, em ambientes mais restritos, particulares, que nunca tiveram um ambiente tão bom como têm agora”.

CPMF

Paulo Bernardo negou com veemência que a ampliação de valores no Orçamento 2007 tenha qualquer relação com o esforço que o governo vem empreendendo para aprovar a prorrogação da CPMF no Congresso. “Decorre apenas da avaliação que fazemos a cada dois meses. Acabamos de fazer essa avaliação e temos a perspectiva de que o déficit da Previdência será menor, por conta do maior número de pessoas empregadas, da massa salarial ter aumentado e também porque tivemos o aumento de receita. Portanto, vamos executar os programas que havíamos segurado no início do ano por prudência, para confirmar essa receita”, disse Bernardo.

O ministro lembrou, ainda, que o governo está propondo a diminuição da alíquota desse imposto, e que governo atendeu a uma pressão grande da sociedade, principalmente do Congresso, para aumentar o volume de recursos destinados à área da Saúde. “Vamos aumentar R$ 4 bilhões no ano que vem, e em quatro anos vamos colocar R$ 24 bilhões a mais”.


 

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