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GESPÚBLICA
DEBATE EXTRATÉGIAS DE EXPANSÃO EM ENCONTRO NACIONAL
Brasília,
17/10/2006 - Dentro
da motivação de aperfeiçoar
a máquina pública foi aberto na manhã desta
terça-feira (17.10) pelo secretário Adjunto
de Gestão do Ministério do Planejamento,
Alexandre Kalil, o 3º Encontro Nacional de Coordenação
do Programa de Gestão Pública e Desburocratização
(GESPÚBLICA).
Do encontro que será desenvolvido durante três
dias no Carlton Hotel, em Brasília, sairão
estratégias de expansão do Programa e metas
de atuação para o período 2006-2008.
De caráter federativo, o GESPÚBLICA tem
abrangência sobre organizações públicas
dos três Poderes e esferas de governo. Está estruturado
em comitês estaduais e setoriais e conta com o apoio
de uma Rede Nacional de Voluntários.
Irão participar dos painéis e debates programados
para o evento os Coordenadores do GESPÚBLICA nos
26 Estados brasileiros e os membros do Comitê Gestor
do GESPÚBLICA, integrado por sete Ministérios,
nove grandes organizações públicas
e pelo Conselho Nacional de Secretários de Administração
(CONSAD).
O Secretário Adjunto de Gestão do Ministério
do Planejamento disse no pronunciamento de abertura que
a constituição de uma rede de pessoas e organizações
voluntárias tem sido uma experiência de sucesso
da administração pública, que paulatinamente
vem aumentando a sua visibilidade e importância no
contexto do setor público brasileiro. Nesse sentido
agradeceu o trabalho de cada um dos voluntários. "Não
poderia deixar passar esse momento dedicado ao aperfeiçoamento
da atuação dessa rede para tornar público
o meu agradecimento pelo importante apoio que os senhores
têm dado ao GESPÚBLICA", disse Alexandre Kalil.
Ele disse também que, juntos, o programa e a rede
provocaram a quebra de paradigma, de que uma organização
pública não opera em conjunto com outra e
de que um determinado governo não atua em conjunto
com o outro.
Por sua vez o diretor do Departamento de Programas de
Gestão do Ministério do Planejamento, Paulo
Daniel Barreto Lima, disse que o encontro do GESPÚBLICA
deverá se constituir num trabalho de reflexão. "No
aspecto capacidade de fazer estamos prontos para dar um
salto de escala", observou Daniel Lima, ao propor como
desafio, o programa sair do encontro mais organizado e
com metas claras para aumentar ainda mais o número
de participantes. Um dos temas dessa expansão é o
Projeto "Municípios" com uma previsão de
adesão de 1.500 deles até 2012.
A palestra inicial foi conduzida pelo coordenador da área
de governo do Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD), Francisco Gaetani, que falou
sobre "Tendências da gestão pública
contemporânea".
Francisco Gaetani disse que em geral as políticas
de gestão pública são políticas
implícitas, muito pouco anunciadas, mais ou menos
tácitas e que a localização delas
nas administrações é confusa. "Em
algumas administrações estão próximas
ao comando político do governo, em outras estão
vinculadas à área de planejamento, outras
na área fazendária, outras têm identidade
própria", explicou antes de comentar sobre "novidades" em
termos de gestão pública.
O coordenador de governo do PNUD disse que estão
no contexto de tendências a equalização
dos mercados de trabalho - público e privado, a
flexibilização da gestão, a valorização
das redes, o estado digital, processo de co-produção
de serviços públicos e a valorização
do empreendedorismo no âmbito das políticas
públicas, entre outros temas.
Em termos de mudanças no cenário internacional
Gaetani disse que há a tendência das organizações
saírem da administração direta e se
organizarem autonomamente. "As organizações
ao se especializarem vão adquirir conhecimentos
aprofundados e com foco", explicou o palestrante. Ele disse
também que as especificidades do setor público
estão diminuindo. "Em se tratando de setor público
e de setor privado, as bordas de um e de outro estão
começando a se fundir", usou a expressão
para observar que o setor público está deixando
de ser "um mundo à parte". Destacou que em termos
de mercado de trabalho, a tendência é trabalhar
os setores público e privado também de modo
mais assemelhado, seja em termos de salários, seja
em termos de direitos.
Uma outra tendência que aparece internacionalmente,
segundo Gaetani, diz respeito à atuação
profissional em que passa a não fazer diferença
para a organização a área de formação
do servidor público, mas os conteúdos que
ele pode produzir. "Ênfase maior em contratos do
que em carreiras", resumiu. Nesse universo é possível
desenvolver o empreendedorismo tendo como protagonistas
pessoas do setor público, que tem motivações
que transcendem o interesse próprio e agem como
catalisadores de mudanças.
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