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SECRETÁRIO DE RH DIZ QUE GREVES CRIAM CLIMA ARTIFICIAL


Brasília, 30/5/2006 -O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, disse nesta terça-feira, 30.05, que os servidores em greve estão criando um clima artificial que não existe na administração pública, uma vez que o governo "está muito seguro com sua política salarial", afirmou.

secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça
Foto: Antonio Cunha/Divulgação

Segundo Mendonça, são várias negociações que ocorreram desde o segundo semestre do ano passado e em vista do atraso na votação do orçamento somente agora estão sendo encaminhadas ao Congresso Nacional por meio de Medidas Provisórias. A primeira de um total de 6 MPs foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira e beneficia cerca de 160 mil servidores do Banco Central, fiscais federais agropecuários, carreira de ciência e tecnologia, professores de 3º grau, professores de 1º e 2º graus e cargos de apoio à fiscalização agropecuária.

O secretário destacou que foram feitos acordos com as categorias e incluem não apenas reajustes mas também estruturação de carreiras, mudanças nas atribuições de alguns cargos, renovação de quadros, mudança nas gratificações e outros.

Sérgio Mendonça rebateu com firmeza as críticas dos sindicatos com relação à política de reajustes sobre as gratificações de desempenho, destacando que o servidor deve ser avaliado pelo serviço que presta à população que é, em última instância, quem paga o seu salário através dos impostos.

Segundo Mendonça, o que o governo pretende com a política salarial implementada de reajustes diferenciados é reduzir distâncias remuneratórias entre as categorias de servidores do Poder Executivo. "Nem sempre isso é possível porque seria necessário uma política de longo prazo", disse o Secretário e acrescentou que "o reajuste único, linear, igual pra todos, cristaliza e engessa as diferenças salariais".

Acrescentou que no governo anterior as carreiras de salários mais baixos foram deixadas de lado, o contrário do Governo Lula que assumiu na campanha compromisso de corrigir parte das defasagens salariais dessa grande massa de servidores públicos.

Mendonça lembrou que a folha de salários da União "é muito grande, cerca de R$ 105 bilhões a previsão para este ano - é a segunda despesa da República, depois da Previdência". Portanto, destacou, o governo não tem condições de fazer a correção das defasagens no ritmo que desejam os trabalhadores, mas acredita que os servidores estão melhor posicionados em relação ao salário do setor privado, quando é possível fazer essa comparação.

 

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