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ENCONTRO
SIPEC COMEÇA COM A PRESENÇA DE TRÊS
MINISTROS
Brasília,
19/10/2005 - Começou nesta quarta-feira, 19.10,
em Brasília, o III Encontro Nacional de Dirigentes
de Recursos Humanos da administração pública
federal, que reuniu na abertura três ministros: Paulo
Bernardo, do Planejamento, Luiz Marinho, do Trabalho e Márcio
Tomaz Bastos, da Justiça.
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| Foto:
Tiago Bernardes/Divulgação |
Promovido
pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, esta é a terceira edição
do Encontro que reúne todos os anos em Brasília
cerca de 600 pessoas que lidam com recursos humanos dos
mais de 200 órgãos da administração
pública federal de todo o Brasil.
Na solenidade
de abertura, o ministro Luiz Marinho destacou o empenho
do governo Lula no sentido de construir "para valer"
uma política de que trate com seriedade o servidor
nos departamentos de recursos humanos ou "gestão
de pessoas" que é nova nomenclatura adotada.
Marinho criticou a postura de governos anteriores que teriam
"destruído" a máquina pública
com a "febre do neoliberalismo" e prejudicado
as relações trabalhistas entre governo e servidores.
Marinho
afirmou que o governo Lula está fazendo muita coisa
para o servidor público e destacou que o governo,
através do Ministério do Planejamento, está
preparando um cronograma para eliminar gradativamente os
funcionários terceirizados por concursados. Segundo
o ministro do Trabalho "é preciso valorizar
as carreiras e criar condições efetivas para
o funcionamento da Mesa Nacional de Negociação
Permanente". Marinho destacou sua intenção
de valorizar os servidores do Ministério do Trabalho
que tem grande capilaridade e está presente em todos
os Estados brasileiros através das Delegacias regionais
do Trabalho.
O ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo destacou as conquistas do
governo Lula que, segundo ele, "pode ser caracterizado
como um governo de crescimento econômico com inclusão
social". Para Paulo Bernardo foi feito um trabalho
importante no sentido de resgatar a credibilidade e manter
a estabilidade econômica. "Todos sabem que fizemos
um esforço enorme para manter um ajuste fiscal muito
rigoroso, mas o governo em todos os momentos reservou espaço
para ampliar as políticas sociais do Estado brasileiro",
disse o ministro.
Discriminou
os números do Programa Bolsa Família, resultado
da fusão de vários programas de transferência
de renda, que iniciou com 2,2 milhões de famílias
atendidas e "já vamos para 8 milhões
de famílias e nossa expectativa é de atingir
11 milhões de família até o final de
2006".
Segundo
Paulo Bernardo, outra área que o governo vem dando
prioridade é a agricultura familiar com o PRONAF.
Ressaltou que para a safra 2002/2003 tinha recursos de cerca
de R$ 2,5 bilhões e já foi destinado R$ 9
bilhões para a safra 2005/2006 com a expectativa
de atender a cerca de 2 milhões de família.
Bernardo afirmou que este apoio de crédito é
fundamental para manter as condições de trabalho
das famílias que vivem no campo.
O ministro
destacou ainda a participação do crédito
consignado em folha que já emprestou mais de R$ 20
bilhões a servidores públicos federais e outros
trabalhadores.
Paulo
Bernardo ressaltou para os participantes do SIPEC o trabalho
"bem sucedido" do governo de conter o crescimento
da carga tributária, um ponto importante, segundo
o ministro, uma vez que, esclareceu, o governo brasileiro
nos últimos 10 anos aumentou a carga tributária
à razão de 1 ponto percentual por ano. Destacou
que o Governo Lula conseguiu estancar este crescimento e
vem fazendo em alguns setores, citando o caso específico
da cesta básica que teria contribuído para
reduzir o preço dos alimentos.
Segundo
Bernardo, foram feitas várias desonerações
no setor produtivo e a retomada da atividade econômica
possibilitou a geração de emprego. "Tivemos
um problema com a aprovação da MP do Bem,
mas o governo já reafirma sua disposição
de retomar esse debate e vamos avançar no incentivo
do setor produtivo", disse o ministro.
Paulo
Bernardo afirmou que a política salarial adotada
pelo Governo Lula é uma evolução nas
relações com os servidores e acrescentou que
foi feito um trabalho exaustivo de constituir a Mesa Nacional
de Negociação Permanente. Destacou o trabalho
da Secretaria de Recursos Humanos com inúmeras rodadas
de negociação com várias categorias
do serviço público que resultaram na diminuição
da distância entre o maior e o menor salário
no serviço público federal.
Segundo
o ministro, foi feita uma política de reajuste diferenciado
que tinha o objetivo de diminuir as desigualdades salariais.
Adiantou que o governo está terminando de formatar
a política de reajuste dos servidores para 2006 destacando
o fato de que houve negociação com algumas
categorias com reflexo no ano que vem, mas segundo o ministro,
o critério agora será buscar atender àqueles
que tiveram reajustes menores nesses três anos.
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