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118
MIL INATIVOS ESTÃO FORA DA COBRANÇA
Brasília,
20/08/2004 - Com a decisão do Supremo Tribunal
Federal de aumentar de R$ 1.505,23 para R$ 2.508,72 o teto
para cobrança da contribuição dos servidores
aposentados e pensionistas, cerca de 118 mil inativos do
Executivo civil estão fora da cobrança. Com
isso, o governo deixará de arrecadar R$ 41 milhões
até o final deste ano.
Segundo
o Diretor de Programas da Secretaria de Recursos Humanos
do Ministério do Planejamento, Vladimir Nepomuceno,
a perda, entretanto, poderá ser em parte compensada
com o que o governo estava deixando de arrecadar por força
de liminares impetradas por servidores para evitar a cobrança
da contribuição.
São
34 mil aposentados e 10 mil pensionistas que não
estavam pagando os 11% para o Plano de Seguridade Social
pública determinado na Emenda Constitucional aprovada
pelo Congresso Nacional e publicada em fevereiro deste ano.
O governo
estava autorizado a proceder à cobrança da
contribuição dos servidores aposentados e
pensionistas a partir do dia 20 de maio, uma vez cumprida
a noventena exigida pela Constituição para
cobrança de tributos.
Cerca
de 245 mil servidores públicos do Executivo Civil
estavam sendo taxados porque estavam acima do teto de R$
1.505,23, gerando uma arrecadação mensal de
R$ 67 milhões. A previsão anual com a arrecadação
era de R$ 875 milhões. Com o novo patamar de R$ 2.508,72,
127 mil servidores estarão sendo cobrados e a arrecadação
deverá ser de R$ 810 milhões, ainda sem contar
com a cobrança dos servidores que ingressaram com
mandados judiciais.
Vladimir
Nepomuceno explicou que, com a publicação
da súmula do STF, as ações judiciais
perdem o efeito e o governo poderá proceder à
cobrança. Assim, esclareceu, "tanto a devolução
quanto a cobrança serão feitas de uma única
vez, como manda a lei no que se refere a tributos".
Vladimir disse ainda que o Ministério do Planejamento
tentará fazer os acertos da nova decisão do
Supremo na folha de setembro que os servidores recebem até
o segundo dia útil de outubro.
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