|
NOVOS
ACORDOS SELAM NEGOCIAÇÕES ENTRE GOVERNO E
SERVIDORES
Brasília,
01/06/2004 - O ministro do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Guido Mantega, assinou com a CNTSS - Confederação
Nacional dos Trabalhadores em seguridade social e com a
FENASPS - Federação Nacional dos Sindicatos
de Trabalhadores em saúde, trabalho, previdência
e assistência social acordos instituindo uma gratificação
específica para as carreiras do INSS e para os servidores
dos ministérios do Trabalho, Saúde, Assistência
Social e Previdência
 |
| Foto:
Antonio Cunha/Divulgação |
De acordo
com o Termo de Compromisso assinado pelo governo e as entidades
sindicais, fica criada uma gratificação no
valor de R$ 184,00 para os servidores do INSS e de R$ 206,00
para os servidores da área de seguridade social,
que será estendida para os servidores aposentados
e pensionistas. Serão beneficiados cerca de 261 mil
servidores das duas áreas.
O impacto
do acordo assinado será de R$ 126 milhões
no caso do INSS e R$ 426 milhões para a área
de seguridade social, somando um total de R$ 2,5 bilhões
do orçamento de 2004 destinado à recomposição
salarial geral dos servidores públicos federais.
Segundo
o ministro do Planejamento, com esse acordo os servidores
terão um aumento bastante expressivo e deve ser entendido
como uma atitude de valorização do servidor,
"ator importante do trabalho do Estado, sem o qual
o governo não conseguirá prestar bons serviços
à população".
Mantega
destacou que o governo continua a trabalhar em um programa
de reestruturação das carreiras do funcionalismo,
"mas esta não é uma tarefa trivial uma
vez que são muitas as carreiras e não é
possível fazer tudo de forma instantânea".
O Ministro
afirmou que os acordos de hoje e os anteriores assinados
com a CONDSEF e a FASUBRAS têm grande expressão
política porque talvez seja a primeira vez que se
faça acordos coletivos dessa natureza. Segundo Mantega,
no passado os servidores sequer tinham canal de comunicação
com o governo federal e era tudo feito na base do conflito
que resultava em greves intermináveis causando desgaste
mútuo, resultados pífios e grande prejuízo
à população.
 |
| Foto:
Antonio Cunha/Divulgação |
Guido
Mantega enfatizou que, agora com a Mesa Nacional de Negociação
o diálogo é permanente e as questões
são analisadas de modo coletivo.
Presente
à solenidade, o presidente da CUT, Luiz Marinho disse
que esta série de acordos tem o mérito de
iniciar o processo de negociação no serviço
público federal, começando a inverter a lógica
que vinha sendo praticada até então, "a
lógica do esvaziamento do Estado". Marinho alertou
para a falta de uma cultura de negociação
nas relações entre governo e funcionalismo
público e a necessidade de preparar as lideranças
representativas dos servidores para o processo de negociação.
Marinho
ressaltou que este é um "acordo entre tantos
outros que queremos fazer no futuro".
|