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ENTIDADES
REJEITAM PROPOSTA DE REAJUSTE SALARIAL
Governo vai esclarecer sua proposta à base
dos servidores
Brasília,
23/04/2004 - As entidades sindicais dos servidores públicos
federais rejeitaram a proposta apresentada pelo governo
federal no dia 20 de abril em reunião da Mesa Nacional
de Negociação Permanente para a recomposição
salarial do funcionalismo que previa reajustes entre 9,5%
a 29,38% para aposentados e pensionistas e entre 12,85%
a 32,27% para os servidores ativos.
A proposta
beneficia cerca de 905 mil servidores do Executivo civil
e representa um avanço em relação à
primeira apresentada pelo governo em 30 de março.
Naquela ocasião, atendendo à colocação
dos servidores, o governo, seguindo decisão tomada
pelo Presidente da República, melhorou a proposta
para os servidores aposentados e buscou uma suplementação
de recursos orçamentários. Serão mais
R$ 400 milhões que irão se somar ao montante
de R$ 1,5 bilhão já disponível no orçamento
de 2004 para a recomposição salarial dos servidores
públicos federais.
Os representantes
dos servidores insistiram na paridade entre servidores ativos
e aposentados e não admitem que a recomposição
salarial seja feita em cima de gratificações
de desempenho como é a proposta do governo.
O Secretário
de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça,
disse que do ponto de vista econômico a oferta é
final, mas o governo não vai retirar sua proposta.
Adiantou que a partir de agora vai trabalhar para esclarecer
os servidores todos os números e o que isso representa
em termos salariais.
Mendonça
acredita que os servidores, conhecendo a proposta, tenderão
a aceitá-la e poderão discutir com suas entidades
representativas. Segundo o Secretário, o indicativo
de greve está marcado para o próximo dia 10
de maio, prazo suficiente para as discussões e a
divulgação junto às bases.
Sérgio
Mendonça garante que os canais de negociação
continuam abertos e acredita que neste tempo pode-se construir
do ponto de vista dos servidores uma solução
negociada, depois de devidamente divulgada a proposta a
todos os servidores.
Segundo
o Secretário de Recursos Humanos, o governo, na medida
em que se relaciona com todos os servidores, e concluída
esta etapa da negociação com as entidades,
tem obrigação como empregador de informar
a todos os servidores da proposta. A partir daí,
destacou, do ponto de vista da democracia e da negociação,
é legítima a greve, mas acreditamos que o
servidor, conhecendo bem essa proposta vai discutir com
sua liderança a possibilidade de aceitar a proposta
do governo e evitar a greve.
Sérgio
Mendonça enfatizou que a proposta apresentada é
boa e não cabe ao governo julgar a atitude das entidades
de rejeitá-la, mas acredita que o servidor, uma vez
informado, irá reconhecer o esforço da bancada
governamental em oferecer os reajustes que vão até
32%.
Mendonça
destacou que tudo está sendo feito dentro dos limites
orçamentários. Não estamos fazendo
uma farra fiscal. Estamos nos mantendo nos limites do orçamento,
com uma pequena suplementação para que a proposta
garanta pelo menos a inflação para todos os
servidores, garantiu o Secretário de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento e Coordenador
Geral da Mesa Nacional de Negociação Permanente.
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