| EMPRÉSTIMO
MAIS BARATO BENEFICIA 1,2 MILHÃO DE SERVIDORES
Brasília,
18/12/2003 - A
partir de janeiro, estará disponível no Banco
do Brasil uma nova linha de crédito, a juros mais
baixos que os praticados no mercado, destinada exclusivamente
aos servidores públicos civis do Poder Executivo
correntistas do banco. Esse universo compreende cerca de
92% dos 1,3 milhões de servidores federais ativos,
aposentados e pensionistas, ou seja, aproximadamente 1,2
milhão de pessoas. As prestações serão
descontadas diretamente no contracheque.
O convênio,
nos termos da Medida Provisória nº 130 e do
Decreto Lei nº 4.840, ambos de 17 de setembro de 2003,
foi assinado nesta quarta-feira, na sede do Banco do Brasil,
em Brasília, entre o Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão - representado pelo secretário
de Recursos Humanos, Sérgio Mendonça, e pelo
secretário-executivo adjunto, Élvio Lima Gaspar
- e a instituição financeira - representada
pelos vice-presidentes de Varejo e Distribuição,
Edson Monteiro, e de Agronegócios e Governo, Ricardo
Alves Conceição.
Para
solicitar o empréstimo, o servidor nem precisará
conversar com o gerente de sua agência. Bastará
acessar o site do banco na internet (www.bb.com.br)
ou procurar um dos milhares de terminais de auto-atendimento
em qualquer local do país. Tudo será feito
de forma automática. O correntista pagará,
no entanto, uma taxa de abertura de crédito. As taxas
de juros - entre 1,75 e 3.10 ao mês - são calculadas
de acordo com o prazo de quitação do empréstimo,
que pode ir até 36 meses. Serão menores para
os servidores filiados aos sindicatos de suas categorias.
Quando
o servidor acessar o site ou o terminal de auto-atendimento
e prestar suas informações funcionais, o banco
verificará os dados junto aos sistemas disponibilizados
pela Secretaria de Recursos Humanos e calculará a
margem consignável, que é o valor máximo
da prestação mensal com que o servidor poderá
arcar no seu contracheque.
Essa
modalidade de financiamento não interfere nas demais
operações que o servidor já tenha com
o banco - crédito direto ao consumidor, crédito
salário, financiamento de veículos e outros,
que são oferecidos a todos os correntistas. No entanto,
a existência de outras dívidas com o banco
interferirá diretamente no cálculo da margem
consignável, uma vez que o servidor só poderá
comprometer até 30% de seu salário.
Quem
ganha R$ 1,5 mil por mês, por exemplo, poderá
descontar no máximo R$ 450 no contracheque para pagar
a prestação do empréstimo. Porém,
se já tiver comprometidos R$ 300 para pagar outros
tipos de financiamentos com o banco, a prestação
máxima possível na nova modalidade será
de R$ 150.
Política
de governo - O secretário de Recursos Humanos, Sérgio
Mendonça, fez questão de esclarecer que a
intenção do governo, ao firmar esse convênio,
não é levar o servidor a se endividar, mas,
ao contrário, colaborar para que ele possa se livrar
de eventuais dívidas que tenha e pelas quais vem
pagando juros mais altos, como, por exemplo, o cheque especial
e o cartão de crédito. "E também
estamos contribuindo com uma política de governo,
cuja luta diária é pela redução
das taxas de juros para todos os brasileiros. Neste momento,
estamos oferecendo isso a um universo de mais de um milhão
de servidores", destacou Sérgio Mendonça.
O secretário-executivo
adjunto do Ministério do Planejamento, Élvio
Lima Gaspar, lembrou, ainda, que o próprio PPA, o
Plano Plurianual de Investimentos enviado pelo governo ao
Congresso Nacional, preconiza como uma de suas estratégias
a melhor distribuição de renda aos brasileiros.
"Portanto, tem um efeito macro-econômico que
é muito importante. É um dinheiro que está
indo para o bolso das pessoas e não para agentes
do capital financeiro", ressaltou. Ele acrescenta que
nos próximos meses essa modalidade de empréstimo
poderá ser estendida aos 8% restantes do funcionalismo
não contemplados, aqueles que recebem salários
por outros bancos e não pelo Banco do Brasil.
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Prazos
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Servidores
Sindicalizados
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Servidores
Não Sindicalizados
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2
a 6 meses
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1,75%
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1,95%
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7
a 12 meses
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2,00%
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2,50%
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13
a 24 meses
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2,30%
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2,80%
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25
a 36 meses
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2,60%
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3,10%
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