PERDAS
SALARIAIS DOS SERVIDORES SERÃO
ESTUDADAS EM CONJUNTO
Brasília,
19/03/2003 - O
secretário de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão, Luis
Fernando Silva, assegurou aos servidores públicos
federais, que o governo irá estudar, em conjunto
com a categoria, a reposição das perdas salariais
dos últimos anos. Ele acrescentou que as eventuais
perdas salariais deverão ser repostas ao longo dos
quatro anos de mandato do Presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
O Secretário
afirmou não ser possível no orçamento
de 2003, que sofreu um contingenciamento de R$ 14 bilhões,
levantar R$ 35 bilhões para o pagamento do reajuste
de 46% reivindicado pelo funcionalismo público federal.
Ele
alertou para o fato de que no próximo mês de
abril começará a preparação
do Orçamento de 2004 e, portanto, é nesse
momento que os servidores devem manifestar suas necessidades,
para que isso faça parte da previsão orçamentária
do ano que vem.
"Do
contrário" - frisou Luis Fernando - "teremos
eternamente o problema de os servidores enfrentarem um debate
sobre questões salariais em cima de um valor que
não foi contemplado na previsão orçamentária
feita no ano anterior".
A declaração
do secretário foi feita ao final de quatro horas
de reunião entre a Comissão de Negociação
criada pelo governo e 12 entidades sindicais representantes
dos servidores públicos. No encontro, Luis Fernando
reafirmou a postura do governo federal, de manter permanentemente
aberto um canal de negociação com o funcionalismo.
Essa
é uma decisão tomada no final de fevereiro,
quando seis ministros de Estado se comprometeram a dar início
a uma nova fase de relacionamento, "em que os servidores
serão ouvidos, serão levados a sério,
suas reivindicações serão analisadas
e compatibilizadas com as possibilidades reais que temos
e atendidas na medida do possível", como disse
na ocasião o ministro Guido Mantega, do Planejamento,
Orçamento e Gestão.
Na reunião
com os sindicalistas, o Secretário de Recursos Humanos,
assumiu o compromisso de anunciar o índice de reajuste
linear de 2003 primeiro para os representantes da categoria
de servidores antes de divulgá-lo para a imprensa.
O Secretário
esclareceu que o que está faltando para a concessão
do reajuste linear de 2003 são análises jurídicas
sobre o desdobramento da mudança da lei 10.331 de
2001 que acabou gerando uma previsão orçamentária
para este ano de 2003 de R$ 1, 1 bilhão, suficientes
para a concessão de um reajuste geral para o total
de servidores civis ativos e inativos de 2,35% ou de 4%
descontadas as categorias que tiveram algum tipo de recomposição
em 2002, o que significa ficar de fora 60% do funcionalismo.
Luiz
Fernando Silva se comprometeu a colocar à disposição
dos sindicalistas a base de dados utilizada pelo governo
para definir o reajuste e a aberturas dos gastos de pessoal
ao longo dos últimos anos, bem como todos as leis
que reestruturaram as carreiras do serviço público
federal no período. Segundo o Secretário,
as reposições de perdas e a política
salarial para os servidores nos próximos quatro anos
serão discutidas conjuntamente e à luz dos
dados de recomposição e reestruturação
já efetuadas em várias carreiras do funcionalismo
público.
O Secretário
de Recursos Humanos esclareceu que foi iniciado um processo
mais detalhado de negociação entre servidores
e o governo com a formação de quatro mesas
setoriais de discussão.
A primeira
trataria da discussão dos itens salariais como a
definição de uma política salarial
para o funcionalismo, reposição de perdas
passadas, incorporação de gratificações,
etc.. Outra mesa trataria dos direitos sindicais como a
questão do direito de greve, acesso ao trabalho,
liberação de ponto; a terceira mesa seria
a política de valorização do servidor
onde estariam incluídas as discussões sobre
a definição de carreira no serviço
público, formação, qualificação
profissional, entre outros e a última mesa seria
formada para a discussão da seguridade social dos
servidores - saúde, assistência social e política
previdenciária.
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