| GOVERNO
REDUZ DE 1500 PARA OITO A LEGISLAÇÃO DE RECURSOS
HUMANOS
Brasília,
05/02/2003 - A
Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento
está terminando a revisão de um trabalho de
racionalização das leis que regem o serviço
público federal, conseguindo reduzir de 1.500 para
apenas oito as leis referentes à definição
de cargos, carreiras, vencimento e remuneração,
agências reguladoras, contratos temporários
requisições entre outras.
- Conseguimos
a consolidação, resultando numa proposta com
apenas oito leis e a revogação de cerca de
400 dispositivos legais - afirma a diretora do Programa
de Modernização do Sistema de Pessoal Civil
- Sipec - do Ministério do Planejamento, Jandira
Siqueira Rodrigues.
O trabalho
de consolidação das leis iniciou em 2001,
numa parceria entre a Secretaria de Recursos Humanos do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
com a Casa Civil, e teve o auxílio do Sistema de
Consolidação da Legislação -
SISCON - órgão da Presidência da República.
As informações
constantes do SISCON estão sendo analisadas pelo
Grupo de Consolidação da Casa Civil. Em seguida,
a proposta será encaminhada ao Congresso Nacional
para audiência pública e aprovação,
explica a diretora.
Este
"enxugamento" das leis vai ao encontro do objetivo
do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão,
Guido Mantega, expresso em seu discurso de posse, de adotar
um modelo de gestão pública eficiente, que
"abandone as velhas práticas burocráticas".
- O
esforço tem sido enorme, mas está valendo
a pena - afirma a diretora do Programa de Modernização.
Ela cita outro exemplo, como a consolidação,
em uma única base de dados, dos pagamentos de todos
os servidores da administração direta, das
autarquias e das fundações públicas,
totalizando 1,2 milhão de pessoas entre ativos, aposentados
e pensionistas da União.
Segundo
a diretora do Programa de Modernização que
integra a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, esta base de dados única foi importante
em termos do controle da despesa, mas em termos de gestão
de recursos humanos ainda é preciso avançar
mais. Neste sentido, as palavras do Ministro foram tranqüilizadoras.
- O
que vem sendo feito desde 1989, e com um grande movimento
a partir de 94, foi um investimento do qual ainda estamos
fazendo uso. Não vamos começar novamente do
zero, desperdiçando investimentos feitos anteriormente
- afirma a diretora.
DA FICHA
À INFORMÁTICA - Em 1989, foi criado o Sistema
Integrado de Administração de Recursos Humanos,
por iniciativa do Tesouro Nacional. A primeira medida foi
informatizar o contracheque dos servidores da administração
direta.
Mas havia necessidade de "desemperrar" a máquina.
A vida funcional dos servidores continuava restrita a fichas
arquivadas manualmente, o que demandava tempo e espaço
para serem manuseadas em todos os órgãos do
serviço público federal.
Em 1994
o aperfeiçoamento do sistema tornou-se imperativo
e tomou um grande impulso. Um exemplo foi não mais
permitir incorreções, como o pagamento de
direitos indevidos aos servidores, acumulações
ilegais de cargos, provimentos de vagas inexistentes, entre
outros.
A consolidação
do SIAPE viria a ocorrer entre 1995/96 com a inclusão
de todas as instituições federais de ensino,
empresas públicas e sociedades de economia mista
que recebem recursos financeiros à conta do Tesouro
Nacional para pagamento de sua folha, como o SERPRO.
- Já
temos a informação de despesa com pessoal,
ou seja, o controle quantitativo, agora estamos buscando
o qualitativo - explica a diretora do Programa de Modernização.
E foi
justamente para buscar esta qualidade que o Programa foi
criado em 2001, com objetivos bem definidos, como a melhoria
dos dados já armazenados e a revisão e consolidação
das normas de recursos humanos.
Com
a introdução do módulo de cadastro,
SIAPEcad, foi possível depurar a base de dados, eliminando
distorções, como por exemplo o servidor que,
numa base constava como do sexo masculino e, em outra do
feminino; o servidor cadastrado como analfabeto em uma base
e como doutor em outra.
- Estamos
na fase de alimentação do histórico
funcional de cada servidor, com o objetivo de migrar informações
confiáveis de mais de um milhão de pessoas
para o novo sistema informatizado de gestão de recursos
humanos que está sendo adquirido. De que adianta
ter em mãos o que existe de mais moderno na área
de tecnologia se não tivermos uma base de dados confiável
e abrangente e pessoas qualificadas para operá-lo?
Qualificar
os servidores federais da área de Recursos Humanos
é meta do Governo. Primeiro, para que estejam preparados
a utilizar a nova ferramenta tecnológica, extraindo
o máximo de informações do novo Sistema
de Gestão de Recursos Humanos, conforme a diretora
Jandira Rodrigues.
Segundo,
para construir um novo perfil dos profissionais da área
de RH, de forma a atuar de maneira mais estratégica
e empreendedora, considerando que, com o novo sistema, os
processos de trabalho nesta área serão totalmente
automatizados e os profissionais ficarão desonerados
das tarefas operacionais.
- Isto
significa dizer que a Administração Pública
Federal poderá contar com maior número de
pessoas em atividades mais nobres, contribuindo para o alcance
dos objetivos propostos nas políticas e programas
do Governo - afirma Jandira.
O Governo
já trabalha também na revisão da legislação
de Recursos Humanos, que tem impacto direto no funcionamento
do novo sistema. Será preciso adequar a Lei 8.112
aos dispositivos das emendas constitucionais 19 e 20, que
tratam da reforma administrativa e da Previdência
Social, que também deverão ser revistos, para
estar de acordo com o novo Código Civil, lembra Jandira
Rodrigues.
|