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GOVERNO
GARANTE MANUTENÇÃO DO PODER DE COMPRA DO SERVIDOR
Brasília,
20/1/2006 - O ministro do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Paulo Bernardo, garantiu em reunião
com parlamentares e representantes dos servidores, que o
governo Lula não deixará nenhuma categoria
sem recomposição do seu poder de compra. Assim,
segundo Bernardo, nenhum servidor terá reajuste inferior
à inflação do período 2003/2006,
cerca de 30% segundo estimativa da inflação
acumulada medida pelo IPCA.
Desde
o início do governo Lula, com a criação
da Mesa Nacional de Negociação Permanente,
em fevereiro de 2003, a indicação era de uma
mudança de postura nas relações trabalhistas
com os servidores. O governo mostrou com a criação
da Mesa que sua disposição era negociar e
procurar evitar conflitos e movimentos paredistas. Nem sempre
foi possível superar as dificuldades nas negociações
e o governo enfrentou greves prolongadas, principalmente
no INSS e nas universidades, com claro prejuízo para
a população e alunos.
Um processo
novo nas relações entre governo e servidores
enfrenta resistências e requer mudança de cultura.
Mas apesar das dificuldades, o saldo é positivo.
Foram corrigidas distorções históricas
de várias categorias que resultaram em novo conceito
de remuneração no serviço público
federal.
A política
adotada pelo governo foi trabalhar com reajustes diferenciados
por categoria, uma vez que o reajuste linear manteria ou
aprofundaria as distorções. As alterações
foram feitas também de forma diferenciada, ora pelas
gratificações de desempenho ou gratificações
fixas, ora pelo vencimento básico, parcelas que compõem
a remuneração dos servidores públicos
federais do Poder Executivo e variam em valor e forma para
cada carreira.
Como
exemplo dos ganhos das categorias estão os técnicos
previdenciários do INSS, que tiveram sua remuneração
duplicada durante o governo Lula, resultado de negociações
salariais e incorporação de antigos passivos
reivindicados pela categoria. Assim, um técnico previdenciário,
de nível intermediário, em final de carreira,
registrava ao final de 2002, remuneração de
R$ 1.182,04. Hoje, seu salário é de R$ 2.046,68,
um crescimento real, acima de 33%, considerando uma inflação
de cerca de 30% até o final de 2006. Além
disso, houve uma redução substancial na distância
que separava a remuneração entre ativos e
aposentados.
Balanço
das negociações realizadas em 2003, 2004 e
2005 com reflexo em 2006.
Em 2006,
o governo mantém sua política de reajustes
diferenciados, dando continuidade à redução
das distâncias remuneratórias que já
diminuiu para 16 a diferença entre o maior e o menor
salário no Executivo civil. Era 22 vezes no final
de 2002.
Além
disso, o governo pretende continuar a valorizar as categorias
mais numerosas, que atuam nas áreas sociais e que
sofreram as maiores perdas salariais. Assim, os servidores
do PCC Plano de Classificação de Cargos,
deverão ser priorizados em 2006. Os servidores ativos
de nível superior do PCC, que não foram enquadrados
em planos especiais, tiveram reajuste de 4% no Governo Lula
em vista do acordo com a CONDSEF Confederação
Nacional dos Servidores Públicos que priorizou o
reajuste dos servidores aposentados. O PCC, principalmente
aquele de nível superior, será priorizado
em 2006. O governo pretende enviar ainda neste mês
de janeiro, Projeto de Lei propondo reajustes que valerão
a partir de fevereiro de 2006. Esses reajustes irão
variar de 16,5% a 45,98%, percentuais que garantirão
a recomposição do poder de compra do PCC.
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