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ACORDO
SALARIAL COM IMPACTO NA FOLHA SÓ PARA 2006
Brasília,
28/06/2005 - O ministro do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Paulo Bernardo, disse na reunião
ordinária da Mesa Nacional de Negociação
Permanente (MNNP) desta quinta-feira, 23.06, que acordo
salarial com impacto na folha de pagamentos da União
só pode ser construído para 2006. Segundo
Paulo Bernardo, esta é a posição do
governo federal obtida depois de uma reunião com
os 8 ministros que têm assento à MNNP, ou seja,
Planejamento, Casa Civil, Fazenda, Previdência, Educação,
Saúde, Trabalho e Secretaria Geral da PR.
A
cobrança que podemos atender mais facilmente é
a cobrança da franqueza destacou o ministro.
Bernardo explicou aos representantes das 18 categorias de
servidores que compõem a MNNP que não será
possível ir além dos R$ 8,5 bilhões
deste ano que é o valor do crescimento com despesa
de pessoal na folha de 2005, sendo parte disto fruto das
negociações ocorridas em 2004.
Bernardo
questionou o percentual de 18% colocado pelos servidores
como emergencial para recompor perdas salariais.
Segundo o ministro, isso é praticamente 3 vezes
o que vai ter de inflação este ano e
que, se for aplicado linearmente, teria um impacto de mais
de R$ 15 bilhões na folha de pagamentos da União,
recursos que não estão disponíveis.
O ministro
destacou que as negociações feitas no ano
passado trouxeram reajustes médios de 30% para o
conjunto dos servidores públicos civis do Poder Executivo
e enfatizou que como resultado houve uma diminuição
entre o maior e o menor salário de dezenove vezes
para 11 vezes.
Assim,
segundo o ministro do Planejamento, de forma alguma
é possível admitir que o Governo Lula só
esteja dando 0,1% de reajuste ao servidor como tem sido
dito. Eu até entendo essas alegações
ditas no calor da mobilização, da luta política,
mas queremos deixar claro que desde o início deste
governo nós temos negociado com os servidores e temos
atendido reivindicações históricas
de várias categorias.
O ministro
reafirmou a disposição de negociar e propôs
a criação de um cronograma de discussão
para trabalhar e eventualmente atender cláusulas
não financeiras, questões que não signifiquem
impacto na folha. Segundo Paulo Bernardo, o cronograma poderá
ser geral e se desdobrar para as categorias.
Segundo
o ministro do Planejamento o diálogo estará
sempre aberto e destacou que no caso do INSS ficou claro
que o governo quer trabalhar junto com os servidores na
reestruturação do órgão, conversando
antes com os sindicatos dos servidores.
Adiantou
que estão sendo desenvolvidos programas de gestão
do Instituto visando a melhoria dos serviços prestados
à população, a adoção
de mecanismos de combate às fraudes, a redução
do prazo de concessão de benefícios entre
outros e que, certamente, estas ações implicarão
na re-adequação da carreira para o novo modelo
de gestão proposto.
Além
disso, entre outras medidas Bernardo citou a realização
de concursos públicos. O ministro adiantou que dentro
de 30 dias terá um calendário com a previsão
de concursos para várias áreas da administração
pública federal, seja para substituir mão-de-obra
terceirizada, seja para suprir necessidades de pessoal em
áreas como fiscalização e inspeção,
isto para além dos mais de 40 mil já autorizados
ou realizados entre 2003 e 2005.
Bernardo
destacou que o governo, através da Secretaria de
Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, tem
a disposição de manter a negociação
centralizada na Mesa Nacional de Negociação
Permanente com todas as entidades e mais os representantes
do governo, embora, destacou, não terá restrição
às negociações setorizadas. Mas afirmou
que em todos os casos queremos sempre estar olhando
o conjunto do funcionalismo e o impacto global que tem na
folha de salários. Temos que conciliar esses dois
aspectos.
Segundo
o ministro, nos últimos dois anos e meio foram feitas
negociações em separado, mas com a coordenação
geral que permitiu uma visão geral do todo. Para
Paulo Bernardo, é possível fazer uma negociação
centralizada, transparente, onde todos possam ver o conjunto
das tratativas que são feitas e ao mesmo tempo atender
demandas setoriais que eliminem injustiças e melhorem
a folha do ponto de vista setorial.
O ministro
falou das ações que estão sendo desenvolvidas
no âmbito do governo para melhorar a vida do servidor
público como o programa de saúde ocupacional
e saúde suplementar. Destacou, também, outras
reivindicações já atendidas, como o
reajuste do vale alimentação.
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