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MESA
NACIONAL DE NEGOCIAÇÃO É AMPLIADA COM
SEIS NOVAS ENTIDADES
Brasília,
15/04/2005 - Em sua reunião da última
quinta-feira, 14/4, seis novas entidades representantes
dos servidores públicos federais foram incorporadas
à Mesa Nacional de Negociação Permanente:
Sinait, Sinal, SindCVM, SindMPU, Sindireceita (ex-Sinditen)
e Unacon. Cada um dos representantes das entidades sindicais
que solicitou ingresso foi apresentado aos demais participantes,
pelo presidente da Mesa, Sérgio Mendonça,
titular da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento (SRH/MP).
Ele
reiterou que todas elas cumpriram os requisitos formais
do regimento interno para passar a integrar a bancada sindical
da Mesa Nacional, que conta agora 18 entidades representando
os servidores públicos e oito representantes do governo
federal. A Mesa Nacional também aprovou a instalação
da Mesa Setorial de Negociação Permanente
no Ministério da Previdência Social.
Três
grupos de trabalho foram formados na Comissão Temática
de Seguridade Social, segundo informou o diretor do Departamento
de Relações do Trabalho da SRH/MP, Vladimir
Nepomuceno para debater os diversos temas a ela inerentes.
Esses grupos farão reuniões ordinárias
a primeira delas no dia 28/4, quinta-feira
e levarão os estudos à própria Comissão
Temática.
O primeiro
grupo se encarregará de debater as questões
ligadas à saúde ocupacional do servidor e
às perícias médicas. O trabalho começa
por um levantamento de dados sobre, por exemplo, os motivos
que levam os servidores a pedirem afastamento do trabalho.
A idéia é ter uma fotografia fiel da
saúde do servidor público federal em todo
o País, explicou Nepomuceno na Mesa Nacional.
Para
ter essa fotografia, já estão em elaboração
quatro projetos-piloto, em Brasília, Rio, Santa Catarina
e Pernambuco mediante convênios com entidades
que já têm experiência em saúde
ocupacional (universidades e fundações, por
exemplo). O objetivo é fazer o levantamento da situação
do local dos servidores; das causas de adoecimentos; e acompanhar
perícias médicas.
Com
os resultados, a SRH/MP vai preparar uma política
nacional de saúde ocupacional para o servidor público.
Quem tem a responsabilidade de sua elaboração
é a Comissão Temática de Seguridade
Social, lembrou Nepomuceno.
Ainda
como tarefa do grupo ligado à saúde, está
a discussão de normas para saúde suplementar,
uma vez que hoje as situações dos servidores,
no que se refere a planos de saúde, são as
mais adversas possível desde os que se beneficiam
de ótimos planos, que oferecem cobertura total, até
aqueles que nada têm. Pretendemos, neste primeiro
momento, fixar pelo menos regras para que cada convênio
dê garantias mínimas de atendimento ao servidor,
explicou o diretor da SRH.
O segundo
grupo de trabalho da Comissão Temática de
Seguridade Social se encarregará de discutir as questões
ligadas à Previdência, debruçando-se
sobre dois pontos principais: regulamentação
da aposentadoria especial para o servidor público
(leia
a proposta de projeto de lei que está em consulta
pública); e a instituição da previdência
complementar para o servidor público.
O terceiro
grupo vai debater benefícios: auxílio-alimentação,
crédito bancário, programa habitacional, entre
outros. A prioridade, no entanto, é a questão
do auxílio-transporte, ponto que está sendo
questionado por servidores de vários estados, além
do Tribunal de Contas da União, que exige a regularização
do benefício. Nepomuceno relatou que a SRH tomou
conhecimento de casos de servidores recebendo até
R$ 1 mil mensais por conta de auxílio-transporte,
o que, segundo ressaltou, pode até não
ser ilegal, mas certamente é imoral. Como não
é possível ter fiscais em número suficiente
para verificar caso a caso a situação de cada
servidor, o grupo vai tentar encontrar uma maneira moderna
e eficiente para conceder o benefício sem que haja
distorções.
Também
foi comunicada a instalação, na véspera
(quarta-feira, 13/4), da Comissão Temática
de Direitos Sindicais e Negociação Coletiva,
que vai tratar das relações de trabalho entre
governo e entidades sindicais. Da primeira reunião
ficou acordado que as duas bancadas concordam com a revisão
(e eventuais alterações) do documento sobre
as bases conceituais; a rediscussão do modelo de
negociação; a análise e proposição
de mudanças à legislação trabalhista;
desvinculação entre o trabalho da Comissão
Temática e o trabalho realizado pelo Fórum
Nacional de Trabalho; e liberação dos dirigentes
sindicais (a resposta da bancada governamental deverá
ser comunicada no dia19 de maio).
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