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GOVERNO
ACREDITA EM FIM DA GREVE DO BC
Brasília,
10/08/2004 - O governo federal acredita no fim da greve
que afeta as operações do Banco Central depois
da apresentação aos representantes dos servidores
do Banco Central de proposta que atende às principais
reivindicações dos servidores.
Em nova rodada de negociação realizada no
dia 10 de agosto, na Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, estavam presentes, além dos representantes
sindicais, o secretário de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, Sérgio Mendonça, o diretor
administrativo do Banco Central, João Antônio
Fleury e o assessor especial da Casa Civil, Edson Silveira
Collares.
Pela
proposta do governo, os analistas e técnicos do Banco
Central terão um reajuste na tabela salarial de cerca
de 23% que serão pagos escalonados, sendo 30% em
setembro de 2004; 20% em abril de 2005 e 50% em junho de
2005.
Com
isso, o piso salarial de um analista do Banco passará
dos atuais R$ 5.179,00 para R$ 6.400,00, enquanto o teto
que hoje é de R$ 8.472,00 irá para R$ 9.700,00.
Por outro lado, o piso dos técnicos do Banco Central
é hoje de R$ 2.400,00 e passará para R$ 3.200,00,
enquanto o teto passa de R$ 3.668,00 para R$ 4.857,00.
Segundo
Sérgio Mendonça, o governo reconhece que uma
greve no Banco Central desorganiza a economia brasileira
e acredita que a proposta apresentada foi uma proposta para
acordo. Acrescentou ainda ter a convicção
de que "com ela é possível a defesa do
fim da greve".
Com
o fim da greve, governo e representantes dos servidores,
terão novas reuniões para a discussão
de outros pontos da pauta como o plano de saúde dos
servidores do Banco, além de programa de modernização
dos técnicos, entre outras questões.
O impacto
da proposta será de R$ 18 milhões em 2004;
R$ 130 milhões em 2005 e R$ 175 milhões quando
estará anualizado.
O Banco
Central tem cerca de 4.700 servidores ativos, sendo 4.200
analistas e cerca de 500 técnicos, além de
3.800 aposentados.
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