|
PROPOSTA
DE AUMENTO PARTA OS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS
Apesar
da longa negociação não foi feito acordo
Brasília,
09/08/2004 - Em negociação com o governo
desde o dia 21 de maio, os cerca de 74 mil professores universitários
ligados ao ANDES - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições
de Ensino Superior constituem a única categoria que
ainda não assinou acordo para a recomposição
salarial de 2004, completando o grupo de 905 mil servidores
com reajuste prioritário anunciado em abril deste
ano.
Foram
mais de 15 reuniões entre o ANDES e o governo, representados
pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento e pelo Ministério da Educação.
Nos encontros foram discutidas várias propostas e
simulações até se chegar à proposta
final apresentada pelo governo federal, depois de rejeitadas
todas as propostas discutidas e apresentadas pelo governo
na mesa de negociação.
A proposta
prevê reajuste superior à inflação
de 2003, suspensão do caráter produtivista
da GED - Gratificação de Estímulo à
Docência com a padronização de 140 pontos
para todos os professores ativos e redução
da diferença salarial entre ativos e aposentados
com o aumento da pontuação dos inativos de
84 pontos para 91 pontos. Além disso, o valor dos
pontos será reajustado de acordo com a carga horária
e formação do servidor.
De acordo
com essa proposta, considerada muito favorável pelo
governo e fruto de intensos debates e esforço para
disponibilizar os recursos necessários, no contexto
global, os 74 mil professores que o ANDES representa terão
reajustes que irão variar de 10% a 35%. O aumento
será retroativo a maio e implicará em gasto
adicional de R$ 372 milhões no orçamento de
2004 e R$ 538 milhões no orçamento de 2005,
quando estará anualizado.
Nas
negociações iniciais, o montante disponibilizado
era de R$ 231 milhões. Entretanto, o governo se empenhou
em conseguir novos recursos e melhorar a proposta, levando
em consideração que 98% dos professores recebem
a GED pelo topo, até se chegar aos R$ 372 milhões
que é o limite do orçamento.
O governo
havia sinalizado inicialmente com a possibilidade de extinção
da GED, mas na simulação realizada concluiu
que o percentual de ganhos para grande parte dos professores,
principalmente aqueles com mestrado, ficaria abaixo da inflação.
A proposta foi abandonada para priorizar a reposição
acima da inflação, contemplando também
os aposentados, somada à decisão de congelar
temporariamente a GED.
Outro
ponto anunciado pelo MEC foi a criação de
um Grupo de Trabalho que trabalhará junto com a entidade
sindical nas principais reivindicações da
categoria, como a futura extinção da GED,
isonomia entre ativos e inativos e incorporação
de gratificações.
|