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ANDES
PEDE NOVO PRAZO PARA DECISÃO SOBRE PROPOSTA DO GOVERNO
Brasília,
04/08/2004 - Os representantes do ANDES - Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de
Ensino Superior, em reunião realizada na Secretaria
de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento
no dia 4 de agosto, com o Secretário Sérgio
Mendonça e o Secretário Executivo Adjunto
do MEC, Jairo Jorge da Silva, pediram novo prazo para apresentar
a decisão se aceitam ou não a última
proposta apresentada pelo governo para o reajuste salarial
dos professores universitários.
A alegação
é de que não houve tempo suficiente para a
realização das assembléias nas universidades
filiadas ao ANDES, o que deve se concluir até a próxima
sexta-feira, dia 6 de agosto. O governo irá aguardar
a manifestação da entidade até esta
data, mas acredita que os professores irão aceitar
a proposta do governo que é muito favorável
à categoria.
Reajuste
superior à inflação do ano passado
para todos os professores universitários, suspensão
do caráter produtivista da Gratificação
de Estímulo à Docência (GED) com a padronização
de 140 pontos para todos os professores ativos e redução
da diferença salarial entre ativos e aposentados
com o aumento da pontuação dos inativos, de
84 para 91 pontos. Este o conteúdo da proposta oficial
do Governo, representado pelos Ministérios da Educação
e do Planejamento, Orçamento e Gestão, apresentada
em 30 de julho aos integrantes do ANDES, que representam
cerca de 74 mil professores universitários.
A proposta
encerra o período de negociação com
o ANDES iniciado no dia 21 de março deste ano, que
se constituiu de cerca de 15 audiências específicas
com os representantes dos professores universitários.
Se for aceito pela entidade, este será o último
acordo a ser fechado pelo governo, completando o grupo de
905 mil servidores com reajuste prioritário anunciado
em abril deste ano.
De acordo
com a proposta de reajuste do Governo, 56% de todos os professores
e 75,36% dos professores com dedicação exclusiva
(41 mil professores) terão reajustes entre 15,15%
a 19,95% em sua remuneração. Os aposentados
vão receber entre 12,52% a 17,14%. No contexto global
dos 74 mil professores universitários que o ANDES
representa, os índices deverão variar de 10,15%
a 34,91%. O aumento será retroativo a maio e implicará
em gasto adicional de R$ 372 milhões no orçamento
de 2004, além do impacto de R$ 538 milhões
a mais em 2005.
A GED
perderá a condição da avaliação
por desempenho e será congelada no sistema atual
de pontuação. Mas as gratificações
dos aposentados passarão de 60% para 65% do valor
máximo que é 140 pontos. O objetivo da medida
é criar um ambiente de isonomia na universidade,
para que em médio prazo a paridade seja alcançada
entre aposentados e ativos.
O governo
acenou inicialmente com a possibilidade de extinção
da GED, mas na simulação feita concluiu que
o percentual de ganhos para alguns, principalmente os professores
de mestrado, ficaria abaixo da inflação. Além
disso, o ANDES condicionava à extinção
da gratificação um incremento de mais R$ 70
milhões, o que seria inviável agora. O governo
então priorizou a reposição acima da
inflação, contemplando também os aposentados,
somada à decisão de congelar temporariamente
a GED.
Para
o secretário de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, Sérgio Mendonça, a proposta
oficial do governo significa um avanço em relação
às projeções debatidas anteriormente
com o ANDES. "Retirar o caráter produtivista
da GED e congelá-la neste momento, significa o primeiro
passo para a sua extinção no futuro",
disse o secretário. "A proposta não é
um recuo, mas um movimento de transição para
recompor as gratificações e oportunamente
extinguí-las como querem os professores universitários".
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