|
REAJUSTE
SERÁ PAGO A PARTIR DE MAIO ÀS CATEGORIAS QUE
ASSINAREM ACORDO
Ministro Guido Mantega alerta que proposta será
retirada a partir do dia 21
Brasília,
10/05/2004 - O ministro do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Guido Mantega, reafirmou na quarta-feira,
5, que o governo está muito confiante em que as entidades
representativas dos servidores públicos federais
irão assinar acordo antes do próximo dia 21,
a fim de que a proposta apresentada pelo governo, de reajuste
diferenciado por categoria, seja paga a partir deste mês.
Após o dia 21, a proposta econômica deixará
de valer para as categorias que não assinarem acordo.
Na sétima
rodada de negociação, ocorrida na quarta-feira,
5 de maio, o secretário de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, Sérgio Mendonça, reafirmou
a proposta econômica. Todas as entidades sindicais,
exceto a Fasubra, a rejeitaram preliminarmente, até
referendo das assembléias das categorias.
O ministro
Mantega se declarou surpreso com a decisão, pois
a proposta econômica contempla a todos servidores
com índices acima da inflação do ano
passado. Eles incidem sobre o valor global da remuneração
e variam de 12,85% a 32,27% para os servidores ativos; e
de 9,5% a 29,38% para aposentados e pensionistas.
O ministro
foi taxativo ao afirmar que a proposta econômica não
será modificada, pois não existem recursos
orçamentários. Fizemos um grande esforço
para não haver prejuízos, principalmente,
para aqueles servidores que ganham menos, que são
os mais numerosos e os mais sacrificados. A proposta é
a melhor dos últimos anos. Estamos limitados pelo
Orçamento que foi aprovado, esse é o máximo
a que podemos chegar, declarou.
Mantega
sugeriu a todos os servidores que procurem se informar sobre
o quanto o reajuste significará no seu contracheque.
Peço que dialoguem com as entidades que os
representam na Mesa de Negociação. Não
queremos a greve e reafirmo que faremos todo esforço
para não prejudicar ninguém. Nem os servidores,
nem a população.
Portaria suspende o ponto eletrônico
Diante
do indicativo de greve, a partir do dia 10, o Ministério
do Planejamento Orçamento e Gestão já
determinou providências legais para controlar a freqüência
dos servidores. Conforme estabelecido na Portaria
nº 89, de 28 de abril de 2004, ficará suspenso
o uso de equipamentos eletrônicos. O controle da freqüência
será feito mediante assinatura de livro ou folha
de ponto, junto à chefia imediata. As faltas apuradas,
sem motivo justificado, serão descontadas na remuneração,
assegurado o direito de ampla defesa.
Os dirigentes
de recursos humanos deverão informar imediatamente
ao respectivo órgão setorial e este,
a cada período de três dias, ao órgão
central sobre a ocorrência de paralisação
total ou parcial de atividades, decorrente da participação
de servidores em movimentos reivindicatórios.
Entenda como será o reajuste
Muitos
servidores públicos ainda não entenderam a
sistemática dos reajustes propostos pelo governo
federal e acham que os índices são sobre as
gratificações de desempenho. Não é
isso. Os índices são aplicados sobre a remuneração
total, ou seja, sobre vencimento básico, gratificações
de desempenho e vantagem pecuniária. Para saber como
ficará sua situação, acesse
Não
é difícil fazer o cálculo. Em primeiro
lugar, é preciso saber que a proposta aumenta o valor
pecuniário do ponto nas gratificações
de desempenho dos servidores ativos, aposentados e pensionistas.
Para os servidores da ativa que estão no PCC, por
exemplo, o valor passa de R$ 0,69 para R$ 3,02 (nível
auxiliar); de R$ 1,49 para R$ 4,89 (intermediário);
e de R$ 5,09 para 8,34 (nível superior).
Apenas
como exemplo, veja como ficará (desprezando os centavos)
um servidor do PCC, nível intermediário, que
hoje tenha remuneração de R$ 885, composta
de R$ 285 (vencimento básico) + R$ 440 (GAE) + R$
59 (vantagem pecuniária) + R$ 111 (Gdata com 75 pontos).
Com
a proposta de reajuste, ele mantém inalterados os
valores do vencimento básico, da GAE e da vantagem
pessoal. O valor da Gdata, porém, passa a ser de
R$ 366. Esse valor resulta da multiplicação
do novo ponto (R$ 4,89 no nível intermediário)
por 75. O seu aumento real, portanto, será de R$
255, ou seja, o novo valor da Gdata menos o valor anterior
da Gdata (R$ 366 R$ 111). A nova remuneração
passará a ser de R$ 1.140 (remuneração
anterior mais novo valor da Gdata), um reajuste de 28,8%.
Cálculo
para os inativos
Para
os servidores aposentados e pensionistas, além do
aumento no valor do ponto, aumenta também o número
de pontos na gratificação, passando de 10
para 25. Tomemos como exemplo (desprezando os centavos)
um servidor aposentado, nível superior, com remuneração
total de R$ 1.580 (R$ 565 de vencimento básico, R$
905 de GAE, R$ 59 de vantagem pecuniária e R$ 51
de Gdata com 10 pontos).
Esse
servidor manteria inalterados os valores referentes ao vencimento
básico, à GAE e à vantagem pecuniária,
que perfazem um total de R$ 1.529. A Gdata com os novos
valores do ponto e a nova quantidade de pontos a ele atribuída
passaria a ser de R$ 208 (25 pontos vezes R$ 8,34). O aumento
real desse servidor será de R$ 157, ou seja, o valor
da nova Gdata menos o valor da anterior (R$ 208 R$
51). A sua nova remuneração passa a ser de
R$ 1.737, o que equivale a um índice percentual de
9,9%.
|