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REUNIÃO
HISTÓRICA COM FUNCIONALISMO REÚNE SEIS MINISTROS

Brasília,
26/03/2003 - Uma reunião histórica para
o funcionalismo público colocou lado a lado na mesa
de negociação seis ministros de Estado e representantes
de 13 sindicatos que congregam os servidores públicos
federais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Estiveram presentes os ministros do Planejamento, Guido
Mantega, que conduziu a reunião, da Casa Civil, José
Dirceu, da Fazenda, Antônio Palocci, da Previdência,
Ricardo Berzoini, do Trabalho, Jacques Wagner e da Secretaria
Geral da Presidência, Luiz Dulci.
Segundo
o Ministro do Planejamento, foi instalado um canal de negociação
com os servidores e acrescentou que esta reunião
demonstra a mudança da postura do governo federal
com relação aos servidores que, disse o Mantega,
deixam de ser "servidores de segunda categoria para
se tornarem importantes agentes públicos a serviço
da população, atores importantes, parceiros
do governo, nesse processo de atuação do Estado
brasileiro".
Mantega
esclareceu que o objetivo da reunião não era
iniciar um processo de negociação, mas definir
os canais que serão utilizados para estudar as reivindicações
dos servidores, a forma de operação do governo
com os servidores. Segundo o Ministro do Planejamento, há
muito tempo os servidores públicos não tinham
um canal de negociação e não conseguiam
fazer chegar ao governo as suas reivindicações,
fruto de todo um processo de enfraquecimento do Estado brasileiro
e, portanto, de toda a categoria de servidores.
Ressaltou
Mantega que "estamos inaugurando uma nova fase em que
os servidores serão ouvidos, serão levados
a sério, suas reivindicações serão
analisadas e compatibilizadas com as possibilidades reais
que temos e atendidas na medida do possível".

O Ministro
destacou que o governo vai instalar uma comissão
de alto nível que ficará encarregada do processo
de negociação, liderada pelo novo Secretário
de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento,
Luiz Fernando Silva.
Mantega
falou que os servidores sabem das dificuldades orçamentárias
que levaram ao contingenciamento de recursos do orçamento
2003. Com relação ao reajuste linear do servidor
para o ano de 2003, o ministro esclareceu que o governo
Lula está trabalhando com as previsões contidas
no Orçamento feitas pelo governo anterior. Portanto,
disse o ministro, na estimativa contida na Lei Orçamentária,
constava o percentual de 4%, descontadas as carreiras e
categorias que tivessem tido algum tipo de reajuste no ano
de 2002, ou então um reajuste linear geral de 2,5%
para todo o funcionalismo.
Dessa
forma, esclareceu o Ministro, os servidores estão
cientes de que, diante das dificuldades do Estado brasileiro,
os problemas da categoria não serão resolvidos
de imediato, mas ao longo do tempo, numa agenda definida
em conjunto. "Não podemos esperar milagres",
disse o ministro do Planejamento, "não podemos
esperar que os problemas que foram acumulados para o funcionalismo
público nos últimos 10, 15 anos, sejam resolvidos
do dia para a noite".
O Ministro
disse ainda que o governo vai abrir aos servidores as contas
do Estado da forma mais transparente possível, sem
nenhuma caixa preta, o que fará com que as negociações
sejam bem encaminhadas, inclusive no que se refere à
reforma da Previdência.
"Este
governo valoriza o servidor", finalizou Guido Mantega,
"considera o servidor um parceiro importante para o
cumprimento dos objetivos deste governo que é melhorar
o serviço público, é ter um Estado
mais eficiente no atendimento à população".
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